sábado, 19 de agosto de 2017

MANHÃ DE REENCONTROS


No lançamento do livro "Moacyr - 90 anos bem vividos", do Prof. Carlos D Miranda Gomes, edição do querido Abimael Silva, do "Sebo Vermelho".


sexta-feira, 18 de agosto de 2017

OCUPAÇÃO DO IHGRN POR CEARÁ MIRIM





Foi indiscutivelmente uma grande realização do nosso INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RIO GRANDE DO NORTE.
Presentes várias autoridades, o Prefeito de Ceará Mirim e o Presidente da Câmara, o Padre Agnelo Barreto, acadêmicos da ANL e da ACLA Pedro Simões Neto, artistas da Terra dos Canaviais, a Banda de Música do Município.
Em seguida apresentamos fotos e vídeos daquele marcante evento:

A Banda de Música do Município abrilhantou a festa

As bandeiras são hasteadas: a Nacional por Iaperi Araújo, Presidente do Conselho de Cultura; a do IHGRN pelo Presidente Ormuz Barbalho Simonetti e a do Município de Ceará-Mirim, pelo Dr. Barreto, Prefeito Constitucional.

Discurso de Ormuz Barbalho Simonetti, Presidente do IHGRN

Pronunciamento do Prefeito
Fala do Presidente da Câmara Municipal
 Palavras da Dra. Joventina Simões, Presidente da ACLA Pedro Simões Neto.
 Apresentação do Boi de Reis


 Artesãos e artesãs 

Parte do público presente, com o Sr.. Prefeito

video video video



quinta-feira, 17 de agosto de 2017

H O J E : RIZOLETE LANÇA TECELÃS




H O J E : OCUPAÇÃO CEARÁ MIRIM - dia 17

No largo Vicente de Lemos do Instituto Histórico e Geográfico do RN, banda de música, artesanato, folclore, exposição de arte. Ceará-Mirim, engenhos, tradição e arte. Não perca!
Quinta-feira, 17 de outubro, às 16h.
IHGRN no facebook

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

SABEDORIA


A INTOLERÂNCIA EM NOSSOS DIAS
PADRE JOÃO MEDEIROS FILHO 


É comum ouvir: “Onde iremos parar com tanta intolerância”? Esta se manifesta principalmente na agressividade e no radicalismo. Não é o conflito de gerações, que ocorre em família e na sociedade. É desrespeito ao pensar, à expressão e ao ser do outro. Atualmente, torna-se cada vez mais difícil conviver. As pessoas estão armadas interiormente e explodem à menor contestação. É preciso controlar esse mal que está levando ao ódio. Nasce da incapacidade de aceitar o próximo, possuidor também dos mesmos direitos. Seu crescimento nos diversos segmentos da sociedade causa perplexidade e desafia os limites do bom senso e da civilidade. Tem levado muitos a cometer arbitrariedades e injustiças. A partir daí, aumentam os atos de violência e barbárie em casa, nas ruas e em vários ambientes. Ela tem causado atritos, inimizades, divisões nos lares, nas escolas, no trabalho, nas religiões etc. Nas passeatas há, inevitavelmente, expressões da intolerância, que grassa na sociedade. Decretou-se o reinado do monólogo. As redes sociais estão contagiadas por palavras e atitudes intransigentes. Em lugar de aproximar, acabam afastando. Hoje, evitam-se certos contatos, pois não é fácil manter uma convivência civilizada. Os investimentos morais e materiais em educação e na formação da cidadania – modeladores da consciência da vida em sociedade – não têm sido suficientes para mitigar a agressividade gerada pelo aumento de radicalismos. Assistimos impotentes ao avanço dos filhos da intolerância: arrogância, tirania, individualismo exacerbado e consciência social deturpada. 
É urgente que especialistas do comportamento humano analisem as causas de sua gênese, assim como neutralizá-las. Por vezes, parece originar-se do simples ato de fixar-se na defesa cega das próprias convicções, rechaçando as perspectivas divergentes. É fruto do egoísmo, que beira à sanha da ditadura. E, como consequência disso, advém o desprezo ou a antipatia pelos demais. Conduz à negação do pensamento e da vontade de outrem. Essa postura aprisiona o ser humano e o incapacita para os diálogos construtivos. Isso compromete o alcance de entendimentos para preservar o bem comum. 
A rigidez na compreensão e no acolhimento do divergente leva à insensibilidade, que contamina. É uma forma de absolutismo, que ataca muitos. Trata-se da exaltação do eu e da anulação do nós. Atualmente, manifesta-se de forma acentuada no debate político, cultural, pedagógico e até religioso. Percebe-se, assim, que a mentalidade inflexível embrutece e destrói o exercício da liberdade, a qual garante a todos a oportunidade de participar dos diferentes processos importantes da vida social. Mas, para isso, exige-se a capacidade de leitura solidária das relações humanas, do inegociável respeito ao pensamento de outrem, incluindo a aceitação dos seus valores e aqueles das instituições. 
Na raiz da intolerância está a rejeição das diferenças, comprometendo o convívio humano e social. Isso tem levado ao desrespeito individual ou coletivo, fonte de loucuras e arbitrariedades, que precipitam a sociedade para o crime. E desse modo, cada um se elege como parâmetro exclusivo das definições, escolhas e opções. O resultado de tudo é um quadro insano, em que ninguém abre mão da sua própria opinião. Essa estreiteza de horizontes desenvolve a estagnação social, gerada essencialmente pela ausência de diálogo. Para alcançar a paz social, o ser humano precisa contribuir significativamente com a cultura do encontro, que pressupõe a convivência harmoniosa entre pessoas que pensam diferentemente. O passo inicial para que isto aconteça é a isenção de preconceitos e julgamentos precipitados ou levianos. Eis um caminho para combater as diversas formas de intolerância e promover o respeito aos direitos e à dignidade humana. Os intolerantes definem como seu lema: “Sou mais eu”. Inspiram-se em Jean Paul Sartre, quando afirmou “L´enfer, c´est les autres” (os outros são o inferno), por isso mesmo devem ser evitados e descartados. Portanto, negam a doutrina cristã que prega a multiplicidade de carismas. “Há diversidades de dons... ministérios... atividades... A cada um é dada uma palavra de sabedoria... em vista do bem de todos” (1Cor 12, 4-7). O apóstolo Paulo aconselha aos cristãos de Éfeso: “Sejam humildes, dóceis, pacientes, tolerando [suportando] uns aos outros no amor” (Ef 4, 2).