domingo, 28 de abril de 2013




"Madame Colette", romance de Caio Fernandes de Oliveira
(Orelha de Eduardo Gosson)

Médico por profissão (dermatologista), Professor Aposentado da UFRN, CAIO FERNANDES DE OLIVEIRA é oriundo de uma linhagem nobre: sobrinho do poeta Jorge Fernandes, introdutor do Modernismo em terras potiguares.
CAIO FERNANDES DE OLIVEIRA fez sua estréia literária com Amnésia Estratégica, em1983, Edições Clima, sendo bem recebido pelos leitores e pela crítica especializada. Com mais de 7 livros publicados na área da ficção e um na pesquisa histórica o IHGRN- História e Acervo (2005) em parceria com a confreira Arisnete Câmara, o que sobressai na sua escrita é a sua filiação aos clássicos da Literatura. As suas estórias tem começo, meio e fim e são bem escritas. Moderação no uso dos adjetivos. Essas breves considerações são para dizer que CAIO FERNANDES DE OLIVEIRA é um Escritor de verdade que, agora, resolve nos brindar com um novo romance - Madame Colette -, ambientado na Ribeira, no período da Segunda Guerra Mundial . Sou testemunha de o seu fazer literário: detalhista, é capaz de escrever e reescrever quantas vezes for necessário para melhor traduzir uma ideia, um sentimento . Um bom Autor nos prende logo quando solta o verbo: A seca que castigava o sertão era implacável e distribuía miséria por todo lado. Com o pasto tórrido e os açudes secos, o rebanho fora quase todo dizimado e as crianças estavam esqueléticas e apáticas.. Foi nessa leva de deserdados, vítimas do rigor climático e do latifúndio, que veio Imaculada, que mais tarde se transformaria em Madame Colette, personagem central deste romance..
Veja como o Autor descreve Natal dos anos 40: A cidade era pequena e bem urbanizada, com largas avenidas cortando o seu traçado longitudinal e pequenas ruas no sentido transversal. As construções eram planas, com pouca verticalização e muita arborização nas ruas e nas residências. O clima era agradável e ameno, com uma brisa fresca e permanente vinda do Atlântico que ultrapassava as dunas e ocupava todo o seu espaço.”
É neste cenário bucólico, transformado pela Segunda Guerra, com a presença de tropas americanas, que se desenvolve a trama deste romance. Da jovem ingênua que veio fugindo da seca não restava mais nada; agora, Imaculada se transformara em Madame Colette: “ observou-os enquanto se dirigiam para o quarto. Pensou nela quando jovem e nas perspectivas que poderia ter tido na vida se alguém tivesse lhe orientado nos momentos difíceis e imaturos da adolescência. A guerra e a presença de tropas americanas na pequena cidade modificaram completamente os hábitos e os costumes provincianos, inoculando a semente inicial da degradação do tecido social motivada pela identificação psíquico-patológica e não social e familiar, como tinha sido até então. A velha cafetina sentia as mudanças promovidas pela ocupação militar e lucrava com isso. Pretendia acumular dinheiro e bens para ter uma velhice tranqüila, longe da tensão e do desgaste da vida mundana.” Madame Colette sabe tudo sobre os habitantes e personagens desta cidade.Para ser cafetina é preciso ter os nervos de aço e vender a alma ao Diabo. A sua prosa não cansa e nos prende até o fim.
De parabéns o Dr. Caio ao trazer mais uma obra ficcional para os leitores, volume 5, da Coleção Bartolomeu Correia de Melo (prosa), selo editorial Nave da Palavra da União Brasileira de Escritores.Eis aqui um grande Escritor.
Eduardo Gosson é presidente da UBE-RN.
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Lançamemento: dia 26 de abril, 18 horas no Iate Clube de Natal, foi um sucesso.
AUTÓGRAFOS POR MAIS DE DUAS HORAS SEGUIDAS
SERENO E CHEIO DE SIMPATIA, O AUTOR DA NOITE AUTOGRAFOU MAIS DE CEM EXEMPLARES.
CAIO E SUA LEGIÃO DE AMIGOS
OS POUCOS EXEMPLARES QUE RESTARAM DE UMA NOITE DE AUTÓGRAFOS DE SUCESSO.
EDUARDO GOSSON, O AUTOR, MARCOS CAVALCANTI E THIAGO GOSSON
JÚLIO BEZERRA, CAIO E MIRIAM PETROVICH
MARCOS CAVALCANTI, CAIO E JANILSON DIAS DE OLIVEIRA
CAIO E SEUS AMIGOS
CAIO E A ESCRITORA ARISNETE CÂMARA
O AUTOR E AS BELAS AMIZADES
RACINE SANTOS
TEREZINHA E CARLOS GOMES
O AUTOR AUTOGRAFANDO PARA OS AFILHADOS
AUTÓGRAFOS E MAIS AUTÓGRAFOS.
LÚCIA HELENA, MARINHO, CARLOS E THEREZINHA

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Fotos: créditos de Lúcia Helena

Morre a escritora Mailde Pinto Galvão



Publicação: 27 de Abril de 2013 às 10:50

http://tribunadonorte.com.br/noticia/morre-a-escritora-mailde-pinto-galvao/248864

Faleceu na noite dessa sexta-feira (26), Mailde Pinto Galvão, escritora e ex-diretora de Documentação e Cultura da Secretaria de Educação na gestão de Djalma Maranhão à época do golpe militar de 1964. Ela faleceu aos 88 anos no Hospital do Coração após complicações em decorrência de uma cirurgia.
Reprodução/FacebookMailde faleceu aos 88 anos de idadeMailde faleceu aos 88 anos de idade

Mailde publicou em 1994 o livro “1964: aconteceu em abril”, no qual conta os momentos de terror que viveu durante a ditadura militar. Ela atuou na criação e implantação das chamadas bibliotecas populares, no Rio Grande do Norte, e importante atuação no processo de leitura e alfabetização de uma parte da população em Natal, na década de 1960, através da campanha "De pé no chão também se aprende a ler".




UMA SIMPLES SUGESTÃO

A Rede Globo está rodando a novela "Flor do Caribe", de Walter Negrão, na praia de Pipa.
Na trama, existe uma questão ideológica que enfatiza a situação ocorrida na 2ª Guerra Mundial, envolvendo um nazista (Dionízio) e um judeu (Samuel). 
 Há um terceiro personagem, que é um professor de história (Quirino) e que poderia percorrer esses sítios históricos ministrando uma aula para os seus alunos,ou mesmo com os dois antagônicos num passeio por Natal,  divulgando os nossos espaços históricos pertinentes, como a Coluna Capitolina, presente de Mussolini, uma passagem pela Rampa, onde o ocorreu o encontro entre Getúlio e Roosevelt, a velha casa na Ribeira, onde o piso foi fabricado com a cruz suástica e vários outros recantos, devidamente catalogado pela Fundação Rampa. Isso seria uma boa propaganda para Natal e, particularmente, para o nosso Instituto Histórico e Geográfico, que está a merecer atenção dos governantes, empresários e da população. Fica a sugestão.

fundacaorampa






quinta-feira, 25 de abril de 2013


Capitão Manoel Varella Barca, lá de de Assú (III)


João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor da UFRN, membro do IHGRN e do INRG
Manoel Varella Barca fez seu testamento em 10 de abril de 1844, na Fazenda Sacramento, tendo sido escrito por João Martins de Sá Junior. Nas suas disposições destacou uma sorte de terras, chamada Sítio Caeira ou Mutamba, herdada dos seus pais, para Maria Beatriz e Manoel de Mello Montenegro Pessoa, em atenção a fiel amizade que ambos dedicaram a ele. Fez, também, um destaque especial para a neta e afilhada Lusia Leopoldina, casada com Felis Francisco da Silva, em atenção à pobreza em que se achavam.
O segundo casamento do capitão Manoel Varella Barca foi com Dona Francisca Ferreira Souto, como vimos no primeiro artigo desta série. Vamos, pois, escrever um pouco sobre os filhos desse casal.
Domingos Varella Barca, com a idade de 20 anos, casou, em 9 de abril de 1823, na Fazenda Estreito, com Dona Gertrudes Lins Pimentel, 22 anos, filha de João de Souza Pimentel e Dona Josefa de Mendonça Lins. Houve dispensa pelo parentesco em que estavam ligados. Estavam presentes João Maurício Pimentel e Francisco Varella Barca, ambos casados.
Rosa Francisca Ferreira Souto, outra filha de Manoel e Francisca, com 29 anos de idade, casou, também, na Fazenda Estreito, em 11 de maio de 1833, com José da Fonseca Silva, de 28 anos, filho legítimo de João da Fonseca Silva, falecido, e dona Anna Maria de Jesus. Estavam presentes João Pegado de Sirqueira Cortez, casado, e Gaspar Freire de Carvalho, solteiro.
De Dona Maria Beatriz Paz Barreto não encontrei o registro de casamento. Era casada com Manoel de Mello Montenegro Pessoa, natural de Goianinha. Ovídio, filho desse casal, nasceu aos 16 de novembro de mil oitocentos e trinta e cinco, e foi batizado, pelo Vigário Colado do Seridó, na época visitador, Francisco de Brito Guerra, em 6 de janeiro de 1836, na Matriz de São João Batista do Assú. Teve como padrinhos José Varella Barca, solteiro, e Angela Garcia de Araújo Freire, viúva; Manoel, outro filho de Maria Beatriz e Manoel de Mello, nasceu aos vinte e quatro de outubro de 1836, e foi batizado pelo vigário de Santana do Matos, Padre João Theotonio de Sousa e Silva, na Matriz de Assú, aos trinta do mesmo mês e ano. Foram padrinhos o capitão Manoel Varella Barca, casado, e Maria Hermelinda de Albuquerque Montenegro.
Maria Francisca Silvina Souto tinha 26 anos quando casou, em 22 de Agosto de 1833, no oratório de José Varella Barca, com o português João Rodrigues de Mesquita, 30 anos, filho legítimo de Antonio Rodrigues de Mesquita e Maria Joaquina, ambos falecidos. Estiveram presentes João Pio Lins Pimentel e Francisco Varella Barca, casados.
João Pio Lins Pimentel, citado acima, filho de João de Sousa Pimentel e Josefa de Mendonça Lins, casou, em 30 de janeiro de 1826, na Matriz de Assú, com Francisca Ferreira Souto, outra filha de Manoel e Francisca Ferreira Souto. Foram dispensados por impedimento no terceiro grau de consanguinidade, atingente ao segundo. Estavam presentes José Varella Barca, ainda solteiro, e Francisco de Sousa Caldas, casado. João Pio era irmão de Gertrudes, esposa de Domingos Varella.
Na época do inventário Dona Francisca Ferreira Souto, a esposa de João Pio, já falecida, foi representada pelos filhos João Pio Lins Pimentel Junior, maior de 21 anos, Francisca Victorina casada com Tertuliano de Alustau Lins Caldas, Irene, Maria, Josefa, Manoel, Júlia e Luis, com 11 anos de idade..
Manoel Varella Barca Junior, outro filho do segundo casamento, tinha o mesmo nome do primogênito de Manoel Varella Barca. Era, também, falecido, na época do inventário do pai. Com vinte e dois anos de idade, casou, em 23 de fevereiro de mil oitocentos e trinta, no sítio (ou fazenda) Estreito, com Ignácia Theodósia de Mendonça, de 22 anos de idade, filha de João de Sousa Pimentel e Dona Josefa Lins de Mendonça, dispensados, também, dos impedimentos que estavam ligados. Estavam presentes, o capitão Manoel Varella Barca e João Maurício Pimentel, casados. Ignácia, como se pode ver dos registros anteriores, era irmã de João Pio Lins Pimentel e Gertrudes.
No inventário, Manoel Varella Barca Junior foi representado por sua filha Francisca Theodósia de Mendonça Caldas, viúva. Não encontrei mais informações sobre essa neta do capitão. Foi seu procurador no inventário, Luiz Gonzaga de Brito Guerra.
José Varella de Sousa Barca, foto enviada por descendente Francisco Varela Barca

Livro traz genealogia de potiguares - Tribuna do Norte

Livro traz genealogia de potiguares - Tribuna do Norte

domingo, 21 de abril de 2013

Sou um genealogista – mas acalmem-se, pois não é contagioso. No fundo, a gente queria que fosse, mas não é. Um genealogista é um sujeito que resolve desenterrar toda a história familiar para descobrir quem eram e o que faziam os seus antepassados mais remotos. Um doido, portanto. Para conseguir isso, ele mexe em todos os papéis velhos da família – aqueles que você acha que não valem nada, mas que ele dará um grito de satisfação quando encontrar. Fará perguntas insistentes a cada membro da família. Quer saber os mínimos detalhes de coisas que você com certeza não se lembra. É capaz de passar horas metido em um cartório, casa paroquial ou arquivo histórico remexendo livros velhos, amarelados e cheio de fungos. Isso porque ele PRECISA esclarecer algum mistério na história da sua família e assim descobrir quem foram realmente as pessoas que o antecederam.
Esta é uma imagem digna de nota: o genealogista, em uma sala silenciosa, absolutamente concentrado em sua pesquisa. Eis que de repente ele vislumbra um registro e pensa: “Será possível?”. Excitado, confere de novo. Sim, ele achou exatamente aquilo que procurava. É nesse momento que todos os genealogistas têm vontade de gritar a plenos pulmões “ACHEI, ACHEI! EUREKA!” – muitos se contém, mas é exatamente isso o que ele murmuram para si mesmos. E se alguém estiver perto e quiser saber o que o sujeito descobriu, provavelmente vai se decepcionar ao ver que foi apenas um registro de casamento super antigo que deu a ele o nome de quatro novos octavós ou coisa do tipo.
Aos poucos, o genealogista vai montando a sua árvore genealógica. Descobre antepassados que ninguém da sua família fazia a menor ideia que tivesse. No começo, ele conta as suas descobertas com entusiasmo. Alguns parentes demonstram certo interesse – e em seguida esquecem absolutamente tudo o que o genealogista disse. Para uma pessoa normal, qualquer coisa acontecida há cem anos foi praticamente na pré-história. E então o genealogista despeja em cima dela informações de 1800, 1700, 1600… É quando vem a famosa frase, que todo genealogista um dia ouve: “Você vai acabar chegando no Adão!”.
Com o tempo, o genealogista percebe que sua paixão é solitária. Não há registro de um casal de genealogistas, por exemplo. E seria até temário pensar em algo assim, pois eles certamente se esqueceriam de viver. Em geral, o genealogista não encontra no dia a dia quem lhe compreenda. Há parentes distantes que acham estranho esse interesse pelo passado da família e insinuam que o genealogista está de olho em alguma herança. Felizmente há a internet, e nela o genealogista encontra outros genealogistas, e eles se juntam em grupos de cooperação mútua, mais ou menos como os alcoólicos. Nessa troca de informações, conseguem verdadeiros prodígios, e se não chegam mesmo até o Adão não é por falta de esforço.
Os nossos Sherlocks ainda precisam lidar com garranchos, registros omissos ou contraditórios entre si, além de dificuldades no acesso a documentos. Parafraseando Einstein: perto do que foi o passado, aquilo que o genealogista consegue descobrir é algo de tosco e primitivo – mas é também aquilo que temos de mais precioso sobre ele.
Eis a primeira parte da minha árvore genealógica:
Henrique Fendrich
João Felipe da Trindade
visite:

 Pesquisando:Trindade, Avelino, Dias Machado, Lopes Viégas, Machado de Miranda, Duarte de Azevedo, Araújo Pereira, Lins Vasconcelos, Sá Barroso, Medeiros, Garcia, Rodrigues da Cruz, Teixeira de Carvalho, Pereira da Silva, Torres, Costa Machado, Ferreira da Cruz, Gomes de Melo, Macedo, Carvalho, Silva, Fernandes, Martins Ferreira.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

UNIFACEX OFERECE APOIO AO IHGRN

Através do seu Chanceler JOSÉ MARIA FIGUEIREDO, a UNIFACEX selou o seu apoio ao IHGRN com a doação de 06 (seis) computadores, sendo recebido em reunião especial comandada pelo Presidente VALÉRIO MESQUITA, vistos na foto acima.


 Diretores presentes à reunião: Lúcia Helena, Carlos Gomes, George Veras, Valério Mesquita, Ormuz Simonetti e Paulo Pereira, ao lado de José Maria Figueiredo. Também participou da reunião o Secretário-Adjunto Odúlio Botelho, que não se encontra na fotografia.


Na fotografia se vê o material doado.
O Presidente Valério, solenemente, fez o agradecimento formal da Instituição, enfatizando a importância do gesto, que anima a continuidade da árdua jornada de dar funcionalidade ao IHGRN.
INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RIO GRANDE DO NORTE – IHGRN
RESOLUÇÃO nº 01, de 4 de abril de 2013
Dispõe sobre o quadro de pessoal do IHGRN e dá outras providências.
A Diretoria do INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RIO GRANDE DO NORTE-IHGRN, no uso das atribuições que lhe confere o art. 14, item II, do Estatuto Social de 02 de maio de 2012; e Considerando a necessidade de estabelecer um quadro mínimo de pessoal que permita o funcionamento da Entidade, resolve:
Art. 1º Fica criado no Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte um quadro básico de pessoal para permitir o funcionamento regular da Entidade, com a seguinte composição:
01 (um) cargo de biblioteconomista, de nível superior, com as atribuições próprias dessa categoria de profissional;
01 (um) cargo de museologista, de nível superior, com as atribuições próprias dessa categoria profissional;
02 (dois) cargos de arquivista, de nível médio, com as atribuições de cuidar dos arquivos documentais do IHGRN e dos livros de sua biblioteca, zelando pela sua conservação e oficiando ao Diretor da Biblioteca, Arquivo e Museu de danos ocorridos com o qualquer peça do acervo, impropriedade de acondicionamento e outras medidas garantidoras da integridade das obras, documentos e objetos históricos.
01 (um) cargo de Diretor Administrativo, de nível médio, com as atribuições de redigir, digitar, ordenar todo o arquivo administrativo do IHGRN e cuidar do controle do expediente, dos servidores, folhas de pagamento, guias legais de recolhimento e da agenda de obrigações sociais, legais e de fornecedores em geral;
02 (dois) cargos de Atendentes, de nível médio, com as atribuições de atendimento aos associados, usuários, pesquisadores e visitantes do IHGRN, prestando as informações para a localização e o exame das obras, documentos e objetos do seu acervo;
02 (dois) cargos de Auxiliar de Serviços Gerais, de nível fundamental, com as atribuições de realizar a limpeza, fazer a segurança de todos os pertences do IHGRN.
Art. 2º. Os cargos a que se refere o artigo anterior serão supridos mediante seleção de currículo e prova de aptidão e a contratação é regida pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho.
§1º. Os cargos de que trata o caput deste artigo poderão ser supridos por profissionais postos à disposição do IHGRN por outros órgãos ou entidades, na qualidade de cedente ou convenente, que com eles tenham vinculo empregatício e que possuam as condições estipuladas para cada função.
§2º. No caso de profissionais postos à disposição do IHGRN por outros órgãos ou entidades, esses órgãos terão  total e exclusiva responsabilidade pelo pagamento de seus respectivos salários, bem como pelo cumprimento de todas as obrigações trabalhistas e previdenciárias, ficando o IHGRN excluído de qualquer responsabilidade por esses encargos.
Art. 3º. A fixação dos salários dos profissionais que venham a ter vínculo empregatício com IHGRN será feita pela Diretoria em Resolução específica e sua revisão ocorrerá em cada exercício, de acordo com os índices de inflação oficial, publicados ou em nova escala salarial, desde que não inferior aos índices oficiais.
Art. 4º. Terão preferência para ocupar as funções dos cargos de que cuida o art. 1º, os prestadores de serviços que vem exercendo essas tarefas no Instituto há mais de 05 (cinco) anos, excepcionalmente dispensados de seleção.
Art. 5º. Esta Resolução entra em vigor na data de sua aprovação, gerando os seus efeitos com publicação de resumo na imprensa oficial.
VALÉRIO ALFREDO MESQUITA
Presidente do IHGRN

(publicada no DOE de 13.4.2013)

INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RIO GRANDE DO NORTE – IHGRN
RESOLUÇÃO nº 02, de 04 de abril de 2013
Dispõe sobre a utilização de documentos, objetos e obras do acervo do IHGRN e dá outras providências.
A Diretoria do INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RIO GRANDE DO NORTE-IHGRN, no uso das atribuições que lhe confere o art. 14, item II, do Estatuto Social de 02 de maio de 2012; e Considerando a necessidade de resguardar o seu acervo histórico, resolve:
Art. 1º. É requisito essencial para a consulta e pesquisa nas obras e documentos históricos do acervo deste Instituto, o requerimento do interessado, com o compromisso de zelar pelos documentos pesquisados e a deixar, após a conclusão dos apontamentos, de cópia impressa e/ou gravada em mídia ou outro instrumento técnico de computação, para o Banco de Dados do IHGRN.
Art. 2º. O Instituto se compromete a catalogar os apontamentos de que trata o artigo anterior e respeitar a autoria, para servir de referência para outros pesquisadores.
Parágrafo único. O pesquisador poderá, mediante compromisso escrito, somente entregar o quanto referido no artigo 1º, no caso de os apontamentos vierem a compor a impressão de um livro, dissertação ou tese, com o lançamento ou publicização do mesmo.
Art. 3º. Esta Resolução entra em vigor na data de sua aprovação e publicação no Quadro de Avisos do IHGRN.
VALÉRIO ALFREDO MESQUITA
Presidente do IHGRN
____________________________________________________________________________
publicada no DOE de 13.4.2013


INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RIO GRANDE DO NORTE – IHGRN

RESOLUÇÃO nº 02/2013
ANEXO ÚNICO
REQUERIMENTO/AUTORIZAÇÃO

REQUERENTE:________________________________________________ ID.______________ CPF______________ OUTRO_______________.


DATA:____________  VISITA                    PESQUISA
HORA DE ENTRADA _________________        HORA DE SAÍDA ___________________
OBJETO PESQUISADO:
DURAÇÃO DA PESQUISA: _________ DIAS:  INÍCIO____________  TÉRMINO ______________
RENOVAÇÃO DO PRAZO PARA PESQUISA:   INÍCIO____________  TÉRMINO ______________
RENOVAÇÃO DO PRAZO PARA PESQUISA:   INÍCIO____________  TÉRMINO ______________
RENOVAÇÃO DO PRAZO PARA PESQUISA:   INÍCIO____________  TÉRMINO ______________

AUTORIZAÇÃO:
Fica o Sr(a)_______________________________________________ autorizado(a) a realizar a pesquisa solicitada, de acordo com as informações acima declaradas e dentro das condições explicitadas no art. 1º, parte final, da Resolução nº 02, de 04 de abril de 2013 deste IHGRN.
Natal____________________                   ______________________________________
                                                                         Diretor de plantão ou funcionário designado
                                                                                              CPF nº
OBS.:__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

terça-feira, 16 de abril de 2013

Capitão Manoel Varella Barca, lá do Assú (I e II)



João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor da UFRN, membro do IHGRN e do INRG
Nas minhas pesquisas genealógicas, uma personagem sempre presente, na vida de Assú, foi sem dúvida o capitão Manoel Varella Barca. Entretanto, não encontrei, até agora, maiores referências sobre sua vida por parte de nossos escritores. Está esquecido pelos seus e pelos outros. Faleceu aos dez de setembro de 1850.

Pelos assentamentos de praça, vemos que passou a tenente em 3 de março de 1791 e a capitão em 18 de agosto do mesmo ano. Quando da invasão da Ilha de Manoel Gonçalves, por corsários ingleses, em 1818, foi o capitão Manoel Varella Barca quem recebeu a primeira informação do Comandante do Degredo da Ilha, Alexandre José Pereira.

Foi procurador e administrador das várias fazendas de Cristovão da Rocha Pitta, morador na Bahia, e da viúva Costa, da praça de Pernambuco.

No seu testamento, escreveu que era natural da Vila do Cabo, da Província de Pernambuco, filho de José Varella Barca e Dona Brites Paz Barreto, na época, já falecidos. Cita alguns irmãos, já falecidos, José, Rosa Josefa, Maria, Anna e Brites. Não fala sobre irmãos vivos.

Disse mais que foi casado três vezes. O primeiro casamento foi com Dona Luzia Florência da Silva, da qual teve quatro filhos, a saber: Manoel Varella, Maria Juliana, José Varela e Francisco Varella, todos falecidos; seu segundo casamento foi com Dona Francisca Ferreira Souto, da qual teve seis filhos, a saber: Domingos Varella, Manoel Varella, falecido, Rosa, Maria Beatriz, Maria Francisca, Francisca Ferreira Souto, já falecida; seu último casamento foi com Dona Bertholeza Cavalcanti Pessoa, da qual não teve filhos.

Dona Luzia Florência da Silva, primeira esposa do capitão Manoel Varella Barca, era filha do capitão João Ferreira da Silva e Brites Maria de Mello. Os quatro filhos desse casamento eram falecidos quando do testamento do capitão. Francisco e José morreram conforme o relato a seguir.

Em seu discurso pronunciado na abertura da segunda sessão da terceira legislatura da Assembleia Legislativa Provincial, do Rio Grande do Norte, do dia 7 de setembro de 1841, o vice-presidente da Província, coronel Estevão José Barboza de Moura, faz o seguinte relato: dia 13 de dezembro de 1840, se apresentou pelas nove horas da manhã no campo fronteiro à Matriz na qual tinha de celebrar-se o ato de eleição, um concurso de setenta pessoas, mais ou menos, armadas e capitaneadas pelo tenente da extinta segunda linha, José Varella Barca, e por seu irmão Francisco Varella Barca. Por aquela mesma hora teve de seguir para o lugar destinado o destacamento do Corpo Policial, que ali existe, e havia sido requerido pela autoridade competente para guardar e manter o sossego, na forma da lei; e quando passava este em pequena distância do grupo recebeu tiros de mosquetaria; à vista do que o seu digno comandante, o tenente de Polícia José Antonio de Souza Caldas, mandou fazer também fogo contra o inimigo, que então reconheceu, repelindo assim a força, que o guerreava; de cuja luta, que durou por espaço de três quartos de hora, resultou morrer imediatamente o segundo chefe Francisco Varella, e ficar gravemente ferido em um perna o primeiro José Varella; serem baleados um sargento, e um guarda de Polícia, ambos gravemente, uma mulher que chegava à sua porta na ocasião do fogo, e alguns outros do inimigo, ao número de dez ou doze, os quais todos escaparam, menos o infeliz tenente José Varella, que faleceu de um mês de padecimentos.

Francisco Varella Barca foi representado no testamento pelos seus filhos: Manoel Varella Barca, casado; Pio Pierres Varella Barca, maior de 21 anos; Maria Senhorinha Varella Barca, casada com Antonio Barbalho Bezerra Junior; Senhorinha, casada com Luis Felis da Silva; Francisca, e mais Luzia Maria, Maria Josefa e José, menores.

José Varella Barca foi representado pelos seus filhos legitimados Maria Clara, casada com Manoel Tavares da Silva (no registro de casamento, em 1835, ela aparece como filha natural de Clara Francisca Bezerra); José, Manoel, Luzia e Maria, esses menores.

Maria Juliana, já falecida em 1835, era casada com Francisco de Souza Caldas, e foi  representada pelos filhos Manoel Lins Caldas, Francisco Lins Caldas e Tertuliano de Alustau Lins Caldas, todos casados; Luiz Lucas Lins Caldas, solteiro e maior de 21 anos; Maria Genoveva Lins Caldas casada com Felis Nobre de Medeiros; Luzia Leopoldina casada com Felis Francisco da Silva.
Em um assentamento de praça, consta que Manoel Varella Barca Junior, filho do capitão Manoel Varella Barca, era natural das várzeas do Apodi, idade de 20 anos, de altura 5p e 6p, cabelos pretos, olhos pardos, sentou praça em 23 de junho de 1806, solteiro e criador de gados.

Manoel Varella Barca Junior, o mais velho deles, era casado com Thereza de Jesus Xavier, filha de Francisco Xavier de Souza Junior e Dona Bernarda Dantas da Silveira. Esse casamento foi na capela da Utinga, em 30 de outubro de 1817. No testamento foi representado por seus filhos Francisco Xavier Varella Barca, nascido na Utinga, batizado em 20 de novembro de 1820, casado com Josefa Jovina Pimentel Varella Barca; Manoel Varella de Souza Barca; José Varella de Souza Barca (na época do inventário, preso na cadeia de Natal); e Luzia, nascida na Utinga, batizada em 29 de outubro de 1819, casada com João Gomes Freire.


Trecho de um debate na Câmara Federal entre José Moreira Brandão Castelo Branco e Amaro Carneiro Bezerra Cavalcanti.
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O fato de José Varella de Sousa Barca, filho de Manoel Varella Barca Junior, e neto do capitão Manoel Varella Barca, estar preso na cadeia de Natal, na época do inventário, em 1850, me deixou intrigado e fui investigar.  Na internet descubro que na Câmara alta, no ano de 1864, José Castelo Branco de Moreira Brandão e Amaro Carneiro Bezerra Cavalcanti, protagonizaram um intenso duelo verbal, por várias sessões consecutivas, onde o presidente da província, Olyntho Meira, estava na berlinda.
Amaro reclamava que Olynto tinha demitido o delegado de polícia de São Gonçalo, um cidadão prestante e honrado, o tenente-coronel José Varella de Sousa Barca, e nomeado para o seu lugar um homem que já tinha sido processado pelo fato de ter tentado roubar a urna em uma eleição. Esse novo delegado era cunhado de Moreira Brandão. Lembro, ainda, que Moreira Brandão era genro de Estevão José Barbosa de Moura, mencionado no artigo anterior.
Na sua resposta, Moreira Brandão disse que o Sr. José Varella foi por vezes processado, sendo um por crime de homicídio, e que seu processo achava--se munido de provas, embora ele depois conseguisse livrar-se. Já Bezerra Cavalcanti, contestou as informações de Moreira Brandão, dizendo que tudo que se imputava ao tenente-coronel José Varella tinha sido armado pelos seus adversários, semelhante ao que já tinha ocorrido com ele.
José Varella de Sousa Barca era casado com Dona Antonia da Rocha Bezerra Cavalcanti. Não localizei filhos desse casal. Aparecem nos registros de batismos de São Gonçalo como padrinhos.
Sobre Manoel Varella de Souza Barca, a única informação que encontrei foi uma nomeação para exercer uma cadeira em Santana do Mattos, em 1894.
Luzia, que aparece como esposa do tenente João Gomes Freire, era na verdade Luzia de Jesus Xavier. O tenente João Gomes Freire era filho de Thedósio Freire de Amorim e de Dona Sebastiana Dantas Xavier, irmã de Thereza de Jesus Xavier, esposa de Manoel Varella Barca Junior. Portanto, Luzia e João Gomes eram primos legítimos. Essas utinguenses são descendentes dos mártires de Uruassú, Antonio Vilela Cid e Estevão Machado de Miranda. Sebastiana foi batizada na capela de Jundiaí, em 22 de abril de 1781, sendo um dos padrinhos o Padre Lourenço Gomes Freire, tio do seu futuro esposo. João Gomes Freire era irmão de Theodósio Freire de Amorim Junior e Anna Freire de Amorim. Anna nasceu em 1808, na Utinga, tendo como padrinhos os avós maternos Francisco Xavier de Sousa Junior e Bernarda Dantas.
Na capela de Nossa Senhora do Socorro de Utinga, encontrei, na base de uma das paredes, uma placa confeccionada pela esposa de João Gomes Freire, referente ao seu jazigo, onde estão escritas as datas de nascimento, casamento e falecimento dele. A data de nascimento foi 23 de dezembro de 1811 (Segundo Cascudo, 1813, o último algarismo não é fácil de ler). Seu casamento foi em fevereiro de 1837 e seu falecimento, em 20 de outubro de 1877. Essas datas não pude conferir, pois não encontrei nenhum desses registros. Faltam páginas de alguns livros, e outros registros são de difícil leitura. Encontro o casal João Gomes Freire e Luzia de Jesus Xavier como padrinhos em vários batismos, mas não encontrei nenhum registro de filhos.
João Gomes Freire, vice-presidente da província, exerceu o cargo de presidente por poucos dias, de 15 junho a 1 de julho de 1872.
Encontro, também na internet, que Maria Senhorinha Varella Barca, viúva, de Antonio Barbalho Bezerra Junior, e mãe do alferes do 1º Corpo de Voluntários da Pátria da Província do Rio Grande do Norte, Manoel Barbalho Bezerra, morto em campanha, recebeu uma pensão mensal, a partir de 1867, do Império.
Placa do Jazigo do capitão João Gomes Freire


Prezado (a) Senhor (a),
 
O Projeto do Memorial do Legislativo Potiguar, que tem como objetivo promover o resgate e a divulgação da história do Poder Legislativo do Rio Grande do Norte, além de recolher, classificar, conservar e expor objetos, também pretende estimular pesquisas, promover a divulgação dos seus recursos informativos ou educativos proporcionando à comunidade uma visão de conjunto de seu meio político e cultural.
         É importante a participação de ex deputados, famílias dos parlamentares estaduais, já falecidos e da comunidade em geral, não só nos testemunhos para TV Assembléia mas,  principalmente, pela doação de objetos significativos para o Memorial do Legislativo Potiguar, tais como: Carteira parlamentar, diploma parlamentar, condecorações, boton, carimbos, almofadas, pesos de papel, caneta, espátulas, óculos, chapéu, abotoaduras, prendedor de gravatas, relógios, reportagens de jornais da época, livros publicados, biografias,  propaganda política, fotografias, gravações em geral, discursos, proposituras  e ou documentos que por ventura estejam sob sua guarda, na época do mandato.
Com o envolvimento de todos os que fizeram e fazem o Poder Legislativo Potiguar, nosso Museu funcionará como um ambiente de acolhimento, vivência, conhecimento da História e Memória do povo do Rio Grande do Norte, proporcionando a valorização do seu Patrimônio Histórico e Cultural, que representa uma identidade e exalte o valor de uma cultura retratada num tempo histórico.
            O Memorial do Legislativo Potiguar do Rio Grande do Norte, ficará enriquecido com a participação de Vossas Senhorias, na composição de seu acervo, o que nos ajudará a reforçar a importância da preservação da nossa história política. 
            Agradecemos antecipadamente a atenção, na certeza de que poderemos contar com vossa valiosa participação.
 
 
Atenciosamente,
 
Bernadete Batista de Oliveira
Presidente da Comissão de Implantação do MLP

Rua São Tomé, 398 Bairro Cidade Alta - CEP.:  59.025-030 - Natal/RN  Telefone (84) 3232 5961 – 3232 8178 – 3232 8695 – 8896 0376 – 8896 0402
e-mail: memorialparlamentar@rn.gov.br

segunda-feira, 15 de abril de 2013

OPINIÕES IMPORTANTES

O Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte continua recebendo diariamente a visita de pesquisadores e sócios, numa prova de resgate da importância da Secular Instituição de Cultura do nosso Estado.
Numa dessas visitas, um associado ofertou uma ideia que foi objeto de discussão da Diretoria, no sentido de que, mesmo que gratúita a pesquisa nas obras do Instituto, os pesquisadores deveriam deixar um pouco de contribuição para a sua manutenção.
A ideia foi no sentido de que cada pesquisador assinasse uma ficha de autorização para o uso dos bens do Instituto e se obrigue, no término do seu trabalho, a deixar uma mídia ou cópia impressa dos dados pesquisados para a formação de um banco de dados, preservados os direitos autorais.
Oportunamente será divulgada uma Resolução a esse respeito.
É bem de ver, que todas as boas ideias são bemvindas e serão aproveitadas para a melhoria dos serviços e engrandecimento do IHGRN.

domingo, 14 de abril de 2013

VISITAS IMPORTANTES

Ainda antes de assumir a direção do IHGRN o Presidente VALÉRIO MESQUITA e sua equipe de diretores, manteve importantes contatos com entidades públicas e privadas, o que tem sido agora uma rotina diária.

Inicialmente visitamos o CREA-RN, através do Dr. Modesto Ferreira dos Santos que nos deu integral apoio e determinou a realização de uma vistoria no prédio do Instituto, providência igualmente tomada junto ao Corpo de Bombeiros do Estado e pelo Superintendente do IPHAN, Senhor Onésimo Santos.

Contatos com a UFRN, desde sua Reitora Ângela Cruz e em seguida, sob a competente assessoria da Professora Margarida Dias e depois com os vários Departamentos, como História, Arquitetura, Superintendência de Informática, visando a celebração de convênios que permitam o funcionamento regular do Instituto, no tocante à disponibilização de documentos na internet, através de site do IHGRN, em forma de link do Portal da UFRN.

Tivemos a honrosa visita do Deputado Ricardo Motta, Presidente da Assembleia Legislativa do Estado, das Professoras Isaura Rosado e Dione Caldas, do Teatro Alberto Maranhão; ainda com a Dra. Ivanira Ribeiro Machado, Presidente  da Fundação José Augusto, acompanhada de membros de sua equipe técnica e do Engenheiro Eunélio Silva, Ouvidor do CREA-RN, e dos dirigentes da Fundação RAMPA, Cel. Marcos Sendin e o Professor Batalha, todos igualmente solícitos com a nossa Casa da Memória.

Novas audiências com o Dr. Carlos Augusto Rosado, Chefe da Casa Civil da Governadora do Estado e com o Prefeito Carlos Eduardo Alves e com o Engenheiro Yuri Pinto, Presidente da CAERN.

Com a iniciativa privada fomos fidalgamente recebidos pela FECOMERCIO, na pessoa do seu Presidente Marcelo Queiroz; pela FIERN, na pessoa do empresário Amaro Sales; o SEBRAE, através do Dr. José Ferreira de Melo; pela Organização do Armazem Pará, na pessoa de Marcantoni Gadelha e MIRANDA Computação, pelo Diretor Afrânio Miranda.
Em todas as entidades visitadas, fomos recebidos de braços abertos e com visível entusiasmo por quem nos recebia. Isso se deve à notória respeitabilidade ao nome do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, mais antiga Instituição cultural de nosso Estado e uma das mais antiga de do Brasil.
         As sementes foram lançadas à terra. A colheita está por vir. Esperamos que seja rápida e profícua, para que possamos dividi-la com todos os que nos procuram, através de urgentes e necessárias melhorias na estrutura física e cultural da Casa da Memória.

          Registramos, também, a visita diária de antigos e novos associados, que vêm trazer sugestões ou simplemente visitar a Instituição, numa reaproximação salutar, como ocorreu com o escritor Manoel Onofre Júnior e Vicente Serejo.


        No próximo dia 18, pelas 9 horas, faremos uma reunião para avaliar os primeiros 30 dias da nova gestão e as providências que deverão ser tomadas.


sexta-feira, 12 de abril de 2013


DISCURSO DE POSSE DO PRESIDENTE VALÉRIO MESQUITA (15.3.2013)

O tempo é a dimensão da mudança. Esta instituição é o único bem que ficará após tudo o mais passar. Nela ingresso, eleito por aclamação dos confrades, numa atitude reverente àqueles que a criaram e aos dois últimos presidentes que me precederam: Enélio Lima Petrovich e Jurandyr Navarro da Costa. Não posso olvidar deles o exemplo e a dedicação que tiveram em manter a guarda e a segurança de tão valioso patrimônio. Não chego tão tarde assim. Ainda trago um pouco de juventude no rosto e entusiasmo para o combate. Por isso, não desconheço a magnitude que o novo desafio exige de mim.
Sempre atuei em defesa de uma cultura comprometida com os princípios da preservação do patrimônio histórico e artístico do Rio Grande do Norte. A nova diretoria que hoje assumiu chega para renovar a identidade da mais antiga casa da memória potiguar. Todos desembarcam sem alarde, com a plena convicção de que farão o possível por merecê-la.
Aqui, estamos, nós confrades, reunidos com as autoridades e a sociedade norte-riograndense com o desiderato de modificar o rumo e o prumo do Instituto Histórico, com vibrações novas, renovadoras, nascidas do ideário dos luminares fundadores do ano de 1902.
Excelentíssimas autoridades, caríssimos confrades, minhas senhoras e meus senhores.
O prédio do Instituto foi construído por Augusto Tavares de Lyra, entre 1905 e 1906, na área nobre e histórica da cidade, vizinho a antiga catedral metropolitana e ao palácio do governo erguido por outro conterrâneo Alberto Maranhão. Tem frentes, tanto para a rua da Conceição como para a praça André de Albuquerque. É um chão sagrado de antepassados. Bem próximo, está a praça padre João Maria, hoje, transformada num lastimável camelódromo. Ainda, ali perto, o museu Café Filho, a primeira construção assobradada, ainda do período colonial e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, casarão restaurado onde residiu o prefalado e santo sacerdote. E um pouco mais adiante, o sobradão clássico onde funcionou o Tesouro Provincial, hoje Memorial Câmara Cascudo e o Convento Santo Antonio, todos monumentos tombados pelo Patrimônio Histórico. E com importância político-administrativo estão cravados também nesse quadrilátero de ocorrências históricas as sedes atuais dos Poderes Legislativo e Judiciário.
Todavia, minhas senhoras e meus senhores, encareço a atenção das excelentíssimas autoridades para os cuidados que essa contextura patrimonial, histórica, turística, representa para Natal nos dias de hoje, quando a capital será palco de assinalados eventos de envergadura nacional e internacional em 2014. Os prédios, as praças, a iluminação pública ao derredor, necessitam de paisagismo compatível como berço da cidade dos Reis Magos. Nesse território emocional e dominó de reminiscências inapagáveis imperam o lixo, a predação, a escuridão, o abandono e a insegurança. Urge, para essa área, um tratamento diferencial e seletivo de ressurreição de ambiente.
E o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, pobre mas altivo, capataz dos mistérios circundantes, há cento e onze anos – a completar no dia 29 de março – ele é o guardião do mais importante acervo histórico do estado, cuja sede abrigou inclusive, o Tribunal de Justiça, o Tribunal Eleitoral, a Academia Norte-Riograndense de Letras, além de outras entidades culturais. Agora, eu indago, deve continuar abandonado? Ele detém a guarda de todas as leis e decretos de governo de 1835 a 1952, documentos de demarcação de terras de 1615 a 1807, sesmarias de 1702 a 1716 e de 1748 a 1754. O livro de Barleus, no qual Gaspar Van Barle descreve os oito anos do governo holandês de Maurício de Nassau, de 1647, bíblias antigas, bibliotecas, mapas geográficos, objetos de museus, versos, manuscritos e registros eclesiásticos, fotografias de personagens da história política, social, cultural, jurídica e religiosa do Rio Grande do Norte de cem a trezentos anos passados desde os períodos: colonial, imperial e republicano. Todo acervo mencionado continua sendo fonte de pesquisa e de estudo de nossos universitários e de visitantes de outros estados.
A advertência que dirigimos, esta noite, às autoridades públicas do estado, às empresas privadas, a sociedade potiguar é que a entidade carece de atenção especial a fim de preservar a história do Rio Grande do Norte. É urgente fazermos a digitalização documental, a climatização da sua sede, com a restauração da rede elétrica interna e a inadiável recuperação física do imóvel.
Não existe outra maneira de salvar esse enorme patrimônio sem o apoio resoluto, dos órgãos governamentais, das instituições privadas e da sociedade de modo geral. Com os companheiros Ormuz Simonetti, Carlos Gomes, Odúlio Botelho, Lucia Helena, João Felipe da Trindade, George Veras, Eduardo Gosson, Adalberto Targino, Edgar Dantas, Tomislav Femenick, Paulo Pereira e Eider Furtado, vamos bater em cada porta em nome da preservação da memória do Rio Grande do Norte. Este patrimônio que estamos guardando é público, é da história, é do povo.
Meus agradecimentos, nesta hora se estende as autoridades e aos amigos, pelo prestígio das presenças que representam pata todos nós o prévio apoio ao que propomos fazer.
Concluo as minhas palavras e permitam, mais uma vez, repeti-las, com o esplendor do pensamento do escritor Mário de Andrade que constitui para mim um ideário extraído do seu “Valioso Tempo dos Maduros”:
Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora. Tenho muito mais passado do que futuro.”
“Já não tenho tempo para lidar com o supérfluo.”
“Já não tenho tempo para conversas intermináveis.”
“Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa…”
“Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade. O essencial faz a vida valer a pena. E para mim, basta o essencial!”
Por último, agradeço ao confrade presidente da co-irmã Academia Norte-Riograndense de Letras, Diógenes da Cunha Lima, por haver nos acolhido aqui nessa noite especial de abertura de novas esperanças para o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte e de forma extensiva aos colegas do Conselho Estadual de Cultura.