quinta-feira, 30 de abril de 2015

   
Marcelo Alves
27 de abril às 13:01

Sobre Lon Fuller 

Faz pouco mais de um mês, escrevi aqui sobre o filósofo e jurista inglês H. L. A. Hart (1907-1992), o grande expoente da corrente jusfilosófica de pensamento denominada “jurisprudência analítica” (“analytical jurisprudence”), cujos estudos, sobretudo o seu famoso livro “The Concept of Law” (1961), revitalizaram o positivismo jurídico, que andava em baixa na sua época. Chegou a hora de conversamos um pouco sobre outro grande jurista de língua inglesa, mas desta feita americano, Lon Fuller (1902-1978), que está para o direito natural do Século XX, como pioneiro na revitalização dessa milenar corrente de pensamento jurídico no mundo anglo-americano (onde estava “fora de moda” desde a segunda metade do século XIX), como Hart está para o positivismo jurídico. Aliás, os debates entre esses dois grandes jusfilósofos, sobre os conceitos de Justiça, Direito, Moral etc., são famosíssimos. 

Lon Luvois Fuller nasceu em Hereford (estado do Texas-EUA), em 1902, em uma família de classe média baixa. Em 1906, quando ainda criança, a família mudou-se para a Califórnia. Após um período na Universidade de Berkeley, Fuller estudou e formou-se em economia (1924) e direito (1926) na Universidade de Stanford (ambas prestigiosas universidades no estado da Califórnia). Para desapontamento do pai, não exerceu a advocacia. De 1926 a 1939, foi sucessivamente professor nas universidades de Oregon, de Illinois e Duke. Em 1939, aportou na Universidade de Harvard e ali ensinou, durante mais de três décadas, até sua aposentadoria em 1972. Muitos de seus alunos, a exemplo Ronald Dworkin (1931-2013), tornaram-se, por sua vez, os grandes juristas das gerações seguintes (ou mesmo os grandes políticos, como o seu “aluno” Richard Nixon). Publicou inúmeros livros e artigos, entre eles: “Law in Quest of Itself” (1940), “Basic Contract Law” (1947), “The Case of the Speluncean Explorers” (famoso artigo de 1949), “Problems of Jurisprudence” (1949), “The Morality of Law” (1964), “Legal Fictions” (1967) e “Anatomy of Law” (1968). 

Muito embora tenha marcadamente contribuído com o desenvolvimento de outros ramos do direito (direito contratual, notadamente), a maior contribuição de Fuller para a ciência jurídica acha-se, sem dúvida, no campo da filosofia do direito, mais especificamente na corrente filosófica do direito natural, a partir da sua célebre obra “The Morality of Law” (1964) e os debates que ela ensejou com Hart, já aqui referidos, que tiveram lugar, sobretudo, na conceituada “Harvard Law Review”. 

Como sabemos, a concepção de Direito Natural é antiquíssima. Através dos tempos, é apresentada, entre outros, por pensadores como Aristóteles (384-322 AC), Cícero (107-44 AC), Santo Agostinho (354-430), São Tomás de Aquino (1225-1274), Hugo Grotius (1583-1645), John Locke (1632-1704) e Rousseau (1712-1778); mais recentemente, no século XX, podem ser citados, como eminentes jusnaturalistas, Giorgio Del Vecchio (1878-1970), o próprio Lon Fuller, Ronald Dworkin e John Finnis (1940-). A grosso modo, defende-se a existência de um direito natural, de um direito fundado na razão ou no mais íntimo da natureza humana, na qualidade de ser individual ou coletivo, ou mesmo na nossa relação com Deus, que preexiste ao direito que é produzido pelos homens ou pelo Estado e que deve ser sempre respeitado. O jusnaturalismo tem seguidores que vão desde ardorosos apóstolos, como São Tomás de Aquino (que desenvolveu sua concepção do Direito baseada na relação entre os seres humanos e Deus), a moderados defensores, como o nosso Lon Fuller, que apenas afirma haver critérios/princípios preexistentes ao “direito positivo” e que devem ser levados em consideração em qualquer sistema jurídico. 

Em muitos aspectos, a obra magna de Lon Fuller, “The Morality of Law”, publicada em 1964, foi uma deliberada contraposição a “The Concept of Law”, de H. L. A. Hart, que havia sido publicada apenas alguns anos antes, em 1961. A grosso modo, Fuller defendeu que as normas legais, para serem assim reconhecidas, deveriam atender a alguns critérios processuais ou formais, tais como: serem devidamente publicizadas, serem claras, serem mutuamente consistentes (sem antinomias entre elas), serem prospectivas, serem estáveis, assim como não demandar do cidadão, nem do governo, algo que não seja possível de realizar. Fuller também defendeu que o sistema legal deve fomentar a harmonia entre as atividades/funções legislativa, administrativa e judicial e, sobretudo, ser governado pelo que eles (os anglo-americanos) chamam de “rule of law”. Esses princípios/critérios, segundo Fuller, representam a “moralidade interna da lei”. A conformidade com eles leva a leis substancialmente mais justas. E quanto mais um sistema legal for capaz de atender a eles, mais próximo ele estará do ideal. 

Hart severamente criticou Fuller, afirmando, em síntese, haver ele confundido “moralidade” com “eficácia”, notando que mesmo leis substancialmente repugnantes - como a Legislação nazista, por exemplo - poderiam constituir um sistema legal consistente com os critérios do jurista americano. 

Fuller respondeu a Hart. Em síntese, afirmou que se os critérios por ele (Fuller) estabelecidos para o sistema legal “ideal” tornam esse sistema mais “eficaz”, como sugere Hart, também o tornam mais “moral”. O sistema legal nazista seria ainda mais “imoral” cada vez que promulgasse leis secretas, inconsistentes, retrospectivas etc. No mais, o fato de as leis serem substancialmente injustas, embora formal/processualmente justas (segundo os critérios de Fuller), não anulam o fato de que essas leis são morais em pelo menos um aspecto, o formal. Na verdade, os sistemas legais podem ser “imorais” de várias formas, como nos tentam explicar hoje os grandes jusnaturalistas contemporâneos, como Ronald Dworkin e John Finnis. 

Quem estava certo, Fuller ou Hart? Não sei dizer. 

Mas é certo que Lon Fuller, com as suas inúmeras publicações, foi, como afirma Robert S. Summers (em “Lon L. Fuller”, título da série “Jurists: Profiles in Legal Theory”, publicado pela Stanford University Press), um dos maiores pensadores do direito no século XX americano. E sua obra hoje pertence ao mundo todo, acrescento eu. 

Marcelo Alves Dias de Souza 
Procurador Regional da República 
Doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL 
Mestre em Direito pela PUC/SP

quarta-feira, 29 de abril de 2015

JANSEN



LUMINARES CONVIDADOS PARA TAREFAS ESPECIAIS
Jansen Leiros*

Num Centro Espírita, em Natal, o palestrante da noite escolheu como tema, discorrer sobre a responsabilidade do espírito convidado para missões importantes e elencou alguns espíritos notoriamente conhecidos.
Entre esses espíritos citados, fora enfocado o luminar Cássius Longínus, um dos Seres mais ilustres e cultos de nosso planeta.
No Brasil, diz a tradição, que a maioria das entidades convocadas para missões especiais, fora convidada por Ismael, Guia Espiritual da nação brasileira.
No caso específico de Cássius Longinus, foi o próprio Jesus que o fez, pessoalmente, falando-lhe dos projetos para a nação brasileira e dos cuidados que carecia ter
Dizem que, durante a abordagem, Longinus colocou-se aos pés do Mestre Jesus, entregando-se à tarefa questionada. Ele teria que acercar-se de toda a cautela, lucidez, e prudência, a fim de governar o Brasil por um tempo previsto entre cinquenta a sessenta anos,   E acrescentou: Se exitosa for sua missão, você estará livre de encarnações neste planeta
Cássius Longinus desceu à superfície e investiu-se nas funções de Imperador do Brasil, como Pedro de Alcântara – Dom Pedro II, em exitosa administração, na qual demonstrou suas qualidades  de homem probo e  valoroso.  Seus biógrafos exaltam sua visão como governante equilibrado e como homem de conceitos avançados e lúcidos.
Pessoalmente, vejo a figura de Dom Pedro de Alcântara, como espírito iluminado e um autêntico cristão.
Particularmente, segui admirando o luminar Pero de Alcântara o Magnânimo, porque sua história nos mostra que ele, apesar de não ter tido uma infância na companhia de seus pais, Dom Pedro I e Maria Leopoldina da Austria,  na primeira infância já parecia  um homem de caráter forjado, avesso asa intrigas palacianas. Na verdade, ele cresceu com um forte senso de dever e demonstrava uma quase devoção ao Brasil e ao povo brasileiro. Seus dotes espirituais, de certa forma, o afastavam de seu papel como monarca. Possivelmente, por tratar-se de um país continental o Brasil terminou por destacar-se de seus vizinhos latino-americanos, mantendo uma estabilidade política que o projetou, principalmente, pelo respeito  aos direitos civis e uma forma de monarquia parlamentar   constitucional.  Uma característica  muito particular de Pedro de Alcântara eram as resoluções de conflitos políticos, internacionais ou “interna corpois” com base em negociações  lastreadas em seu elevado caráter e em princípios éticos.  Com essas qualidades, Pedro de Alcântara conseguiu resolver conflitos internacionais com diálogos bem estruturados na ética, quer na Guerra do Prata, na Guerra do Uruguai e na do Paraguai.
Com firmeza, aboliu a escravidão, apesar da poderosa oposição e dos interesses políticos e econômicos.
Pedro de Alcântara era um erudito!  Ganhou o respeito de todos os espano americanos e dos mestres estudiosos como Graham Bell, Charles Darwin, Friedrich Nietzsche, Victor Hugo, Louis Pasteur, entre outros.
Talvez que nas páginas deste blog seja oportuno dizer  dos motivos dessa admiração pessoal por essa família espiritual, com a qual tanto me afino, tendo como pedra basilar o Magnânimo – Pedro de Alcântara. Vejamos!
No início da década de sessenta (1960), havendo ingressado na Faculdade de Direito da Universidade do Rio Grande do Norte, fui convidado pelo então Assessor Jurídico da Base Naval de Natal, como Assistente, para ingressar para os serviços daquela unidade militar.
Eu atenderia às famílias dos marujos que, por muitas razões, houvessem, abandonado a assistência aos filhos gerados, dentro e fora do casamento, pois a Marinha do Brasil dava esse tipo de assistência, através do Serviço Social daquela Base, dirigido pelo Pe. Raimundo Brasil, à época, Capitão de Corveta.
Na condição de Assistente do Pe. Brasil, obrigava-me a, todas as quintas-feiras, almoçar com o Pe. Brasil e o Imediato da Base e a  fazer um relatório oral sobre os atendimentos procedidos na semana.
Certo dia recebemos a notícia que dentro de dois dias, receberíamos na Base a visita oficial de uma turma de Guardas-Marinha que estavam iniciando uma Viagem de Ouro pelo mundo (o que ocorre por ocasião da formatura de todas as turmas) No dia esperado, ancorava no cais da Base o Navio Custódio de Melo com a Turma de Guardas-Marinha, entre os quais estava um componente da família imperial brasileira, o Aspirante Dom Eudes José Maria Gabriel Raquel Gonzaga, de Alcântara, de Orleans e Bragança.
Na solenidade militar foram feitas as apresentações de estilo e, ai, fiquei conhecendo um príncipe de “carne e osso”.
Em1063, fui nomeado para o IAA, e imediatamente transferido para a Delegacia da cidade do Rio de Janeiro.

Após a Revolução, por questões financeiras, pedi demissão do IAA e fui tentar a advocacia empresarial.

Iniciei uma Via Crucis para apresentação de Currículo.  Deixei-os em muitos lugares e, numa empresa do Mercado de Capitais, o Currículo foi aceito e, em consequência, fui chamado para uma entrevista.
Para minha surpresa, o Diretor a me entrevistar foi o Príncipe Dom Eudes de Orleans e Bragança que, fisionomista, me reconheceu e, ingressei na empresa.
Ao longo desse tempo, fizemos boa amizade e alguns anos se passaram.  Estreitei os laços com a família.  Um irmão mais jovem veio trabalhar conosco e, ai, conheci seus irmãos em Vassouras, o Príncipe Pedro Henrique, pai de meu chefe, e sua mãe, a Princesa da Baviera, filha do Rei da Austria.

Dom Eudes nascera no exílio, na França e, por essa razão, sua 1ª  língua fora o Francês, em seguida, o Alemão, em razão de sua mãe Austríaca e finalmente, português, a língua do Pai e a que passaria a ser sua língua permanente, pois que a família voltou para o Brasil, após a anistia recebida.
Ao longo de trinta anos solidificamos nossa amizade e, havendo eu ingressado para o mundo das letras, já com uns oito títulos editados, visitei o Príncipe, no Rio de Janeiro e lhe pedi uma apresentação em Adágio de Esperanças.
ABAIXO TRANSCREVO A APRESENTAÇÃO DO PRÍNCIPE, EM LIVRO DE MINHA AUTORIA, "ADÁGIO DE ESPERANÇAS", PUBLICADO EM 1992, PELA GRÁFICA SANTA MARIA - NATAL - COMO SEGUE:

"BELÍSSIMO ROMANCE ESPIRITUALISTA DE JANSEN LEIROS, QUE NOS NARRA A HISTÓRIA DE DUAS ALMAS GÊMEAS E O "KARMA" QUE REGE SUAS EVOLUÇÕES. O ROMANCE, DE LEITURA AGRADABILÍSSIMA, DESENVOLVE-SE ATRAVÉS DE VÁRIOS CONTOS (ROMANCEADOS) AO LONGO DOS SÉCULOS, ENVOVENDO TRECHOS DAS HISTÓRIAS DA PENÍNSULA IBÉRICA E DO BRASIL, SOB O PRISMA ESPIRITUALISTA, O QUE TORNA O LIVRO MUITO INTERESSANTE, TAMBÉM, SOB ESSE ASPECTO.


JANSEN, QUE CONHEÇO HÁ TRINTA ANOS, É UM FILÓSOFO, MUITO MAIS QUE ESCRITOR - E NÃO ESCREVE SÓ POR ESCREVER - POIS DESEJA TRANSMITIR A SEUS LEITORES SUA MENSAGEM DE BONDADE, DE FÉ EM DEUS E ESPERANÇA NA EVOLUÇÃO DO MUNDO, ATRAVÉS DA PURIFICAÇÃO DOS ESPÍRITOS NAS DIVERSAS PASSAGENS TERRENAS.

NA SUA ETERNA PROCURA DA VERDADE, JANSEN ATINGIU A UM NÍVEL DE SENSIBILIDADE ESPIRITUAL E PUREZA D'ALMA FORA DO COMUM, O QUE ESTÁ BEM DEMONSTRADO EM MUITOS MOMENTOS DO LIVRO.

SUA MENSAGEM É TÃO BONITA QUE NOS EMOCIONA PROFUNDAMENTE, A PONTO DE NOS OBRIGAR A UM EXAME PROFUNDO DE NOSSAS CONSCIÊNCIAS, DE REAVALIAÇÃO DE NOSSAS VIDAS, LEVANDO-NOS AO RECONHECIMENTO ÍNTIMO DE NOSSAS FRAQUEZAS COM A FINALIDADE DE, HUMILDEMENTE, ADMITI-LAS.  e,  ATRAVÉS DA ORAÇÃO, NOS APROFUNDAR EM NOSSA PRÓPRIA ESPIRITUALIDADE PARA O REENCONTRO COM AS DOUTRINAS DE DEUS, EM BUSCA DA PURIFICAÇÃO DE NOSSOS ESPÍRITOS.
ADÁGIO DE ESPERANÇAS, PARA AQUELES QUE TIVEREM O PRIVILÉGIO DE LÊ-LO, E A SENSIBILIDADE DE CAPTAR SUA MENSAGEM, SERÁ INESQUECÍVEL.  DOM EUDES DE ORLEANS E BRAGANÇA."

ESTE INTRÓITO  (QUE NÃO É JACTANCIOSO) TEM COMO OBJETIVO DEMONSTRAR MINHA LIGAÇÃO ESPIRITUAL COM O SER CONHECIDO COMO CASSIUS LONGINUS QUE, A CONVITE DE JESUS, DESCEU À VIDA FÍSICA PARA ENCARNAR O PERSONAGEM DE DOM PEDRO II - SEGUNDO E ÚLTIMO IMPERADOR DO BRASIL.

A MATÉRIA ESTÁ INSERIDA NO GOOGLE, SOB O TÍTULO:  A R O N,  UM  ESPÍRITA - CASSIUS LONGINUS =  PEDRO DE ALCÂNTARA.
NADA ENCONTREI SOBRE A DITA ENCARNAÇÃO DE ALAGOAS, COMO RESSARCIMENTO DA GUERRA DO PARAGUIAI.  MAS HÁ UMA INFORMAÇÃO DE QUE ARON É O PRÓPRIO PEDRO II.  ASSIM, O RESTANTE DO COMENTÁRIO HÁ DE SER PESQUISADO, CUIDADOSAMENTE, SE SE PRETENDE CONTEÚDO DOUTRINÁRIO. BEM ASSIM, HÁ UMA EXTENSA MATÉRIA SOBE O MAGNÂNIMO, COM 26 PÁGINAS, SOB O TITULO:
Pedro, ii do Brasil

É O QUE POSSO RELATAR.  NATAL 09 DE JULHO DE 2013.  JANSEN LEIROS


terça-feira, 28 de abril de 2015


 NAS ANDANÇAS DE ANNA MARIA POR SÃO PAULO, ELA TEVE O PRAZER DE ...Foto de Lucia Helena Pereira.

JANSEN



NOS PARÂMETROS DA SIMPLICIDADE

Por: JANSEN LEIROS, escritor e sócio efetivo do IHGRN

A abordagem do tema de hoje nos parece um tanto filosófica. Porém, se tomarmos como paradigma a filosofia do ‘’Sede simples para alcançardes o reino dos Céus’’, concluiremos que estamos no caminho certo.
Quando fomos criados pelo Pai, nos primórdios da vida, nos fizeram  SIMPLES E IGNORANTES!.
Foi a eclosão embrionária, como em todo  e qualquer SER, quando iniciamos nossa tarefa cognitiva, aditivando ao nosso acervo, no processo de assimilação, o saber que a vida nos foi gradativamente condicionando, na medida de nossa caminhada.
É necessário que aceitemos uma verdade sem que a questionemos: “Niguém é melhor do que ninguém ! Em face do Criador, somos todos absolutamente iguais.
Cabe-nos, ao longo do trabalho curricular que nos cabe desempenhar em nosso próprio benefício, ter a acuidade de nos conscientizarmos dos valores que carecemos de assimilar no armazenamento cognitivo, sem que nos permitamos proceder a quaisquer estacionamentos improdutivos, que tão somente nos causam atrasos desnecessários.
Continuemos nossa análise!
É da natureza humana, carregarmos dentro de nós uma série de posturas conflitantes com a mensagem de amor do Cristo de DEUS. E, tais conflitos, são decorrentes de assimilações egocêntricas, limitadoras das projeções positivas, de todos e quaisquer Seres deste Universo de DEUS! e que nos capacita à ascese de postos de maior abrangência nos COMANDOS que nos são conferidos (tal condição é alcançada pelo mérito) com base na assertiva de que a cada ujm segundo as suas obras”   
Vejamos! Jesus nos recomenda a simplicidade; mesmo tendo como certo que a soberania das posturas projeta-se, sem dúvidas, como uma decorrência do conhecimento acumulado. No contexto das entrelinhas, a simplicidade passaria a ser o repositório natural da sensatez de qualquer SER HUMANO, em desenvolvimento. 
Pois bem! Gestor do Universo, que conhecemos, JESUS jamais insurgiu-se contra a natureza de quaisquer coisas, pois sempre teve como princípio o respeito aos circunstantes, apesar do poder investido em suas mãos, PARA FAZER O QUE BEM LHE APROUVESSE!   Mas, em contra partida, sempre pisou o chão com sandálias humílimas e se apresentou com o selo da pobreza humana, apesar de TODO O SEU PODER!.
Durante os três anos de messianato, o mestre, em nenhum momento afastou-se desse modelo de simplicidade e de Amor.
Um Amor, absolutamente incondicional, ajustado em suas regras perfeitamente EQUÂNIMES, contidas no Bem que pregava e exemplificava diuturnamente.
Ora, se nos condicionamos a trabalhar nosso interior no sentido da absorção dos valores filosóficos do Mestre Jesus e a seguir seus postulados, por convicção, interiorizando a doutrina do Amor Incondicional, por ele defendida e exemplificada, estaremos nos projetando em permanente ascensão. .
Se assim é, não basta aparentar tais absorções, faz-se necessário, também,  sê-lo de fato, na essência  de suas atitudes.
Sêde Simples e puro(a)s como o é a composição das águas que correm translúcidas em seus leitos impolutos, no cumprimento de sua missão perante a vida.
Essa assertiva  é tão verdadeira que não carece de ser explicitada.
Elas, Simplesmente o são, em sua própria natureza.
Para nos colocarmos no pódio da simplicidade, não se faz necessário subi-lo, pois ele estará onde nossa simplicidade, humildemente,  estiver, onde e  aonde esteja nosso coração.
“Sê simples, este é o pedido do Mestre Jesus!”

segunda-feira, 27 de abril de 2015

C O N V I D A
Lançamento:
História de Rambo Rojo
– um grande campeão de vaquejada.
 
Autor: JOSÉ HUMBERTO DA SILVA
Data: 29 de abril
Horário: a partir das 18 horas
Local: Livraria NOBEL, Av. Salgado Filho
Natal-RN

sábado, 25 de abril de 2015


RELEMBRANDO B – B – B

Valério Mesquita*


 

Negativo. Não é o Big Brother Brasil, horrível e superficial. Nem coisas do Banco do Brasil ou do Banco do Nordeste. Quero me referir ao mais notável trio da política do Rio Grande do Norte, das décadas de cinquenta a setenta. Do tempo em que não existia marqueteiro, mas feiticeiro. O voto milagroso era do milagreiro. Conquistado mas, também, fabricado, produzido, trabalhado no mapismo, nos porões e no estrabismo do presidente da secção eleitoral. O trio B-B-B era soturno, noturno, taciturno, no segundo turno da apuração dos votos. Nasceram no mesmo ventre: O Partido Social Democrático, o velho PSD de Theodorico e Jessé. O partido majoritário, marca registrada de uma fase de eleições duvidosas mas de políticos verdadeiros.

Antes de revela-los, direi mais: o exercício do voto daquele tempo era superior ao processo da atual eleição norte-americana e, quiçá, ao virtual da urna eletrônica dos nossos dias. O triunvirato era Bessa, Bosco e Besouro. Prenomes simples: José, João e Assis. Três reis magos das boas novas, da brejeira anunciada em prol do sujeito oculto do sufrágio eleitoral. José Bessa, alto e simplório, escondia-se por trás de aparente timidez. Olhos miúdos mas penetrantes como se adivinhasse o dia de amanhã. O Grande Hotel do “majó” Theodorico era o quartel general. Ali, cedeu o cetro e a coroa ao jornalista João Bosco Fernandes, de fisionomia tensa e intensa, como se estivesse saindo permanentemente de noites indormidas. Era gordinho e, em pé, abria os braços costumeiramente para ouvir e envolver o problema do partido. E Assis Besouro, único sobrevivente dessa tríade, olheiro e vidente da política, foi estafeta de Jessé Freire e exorcista de capitulações impossíveis.

O curioso de tudo isso, é que escreveram em jornais. Expuseram suas idéias. Jornal do Comércio (da Ribeira, do PSD), Jornal de Natal, entre outros, foram veículos de seus pensamentos. Eram letrados, instruídos e não meros cabos eleitorais. Profetas das urnas e simuladores de resultados. Um trabalho, uma devoção e uma ação gratulatória. Hoje, bostalizaram a atividade política, da capital ao interior. A qualidade nostradâmica dos três expoentes da prédica eleitoral, da capacidade de orientar o líder maior, vaticinar, prognosticar, predizer sobre a eleição, o eleitor, o município e o chefe político – ela sumiu do mapa do Rio Grande do Norte.  Porque eles agiam mais por convicção do que por conveniência.

Viviam para desarmar presságios e administrar as circunstâncias da política. Para eles a atividade era encarada como um fascínio. Tinham o senso da sobrevivência.  Os três somados possuíam a força da mídia deles propriamente. Quando os antigos costumes políticos sucumbiram e a legislação eleitoral mudou, ficaram, todavia, nas paragens onde atuaram, em etapas diversas, passagens esparsas de vidas, que hoje relembro para aqueles que respiram o mesmo ar, pisam o mesmo chão e participam da mesma natureza. Registro a trajetória, rapidamente, da existência de José Bessa, João Bosco e Assis Besouro, como quem fotografa um instante de um universo perdido de sonhos, travessuras e ilusões. Uma canção ligeira em louvor de figuras simples mas sábias (e sabidas) – atualmente - sombras, nada mais. A todos: saudações pessedistas!!

 

(*) Escritor.